Roteiro

Área 16. OUTROS VOOS – Associativismo e cultura

Nesta área temática, dedicada ao associativismo e à relação do Clube com o universo cultural, o visitante é convidado a explorar os diversos compartimentos do expositor de forma a aceder aos conteúdos.

Da arte à literatura, da tauromaquia ao cinema, da música à filatelia: não há universo cultural onde o Benfica não caiba. Um clube que lançava em 1913 o seu próprio jornal, pioneiro no género, prometia já outros voos. O tempo encarregou-se de dar asas a novos sonhos: a primeira Sala das Taças, em 1934; o Sport Lisboa e Saudade, em 1943; o Orfeão, em 1957; e muitos outros, culminando num canal de televisão que leva, hoje, a atualidade benfiquista aos quatro cantos do mundo. Este é o espaço para conhecer uma outra “Águia”: a da palavra, a dos sons, a das imagens. A de outros voos.

Área 17. CHÃO SAGRADO – Território e património

Espaço onde o visitante pode ficar a conhecer as diversas instalações por onde o Clube passou, ao longo da sua história, e contemplar objetos representativos desses espaços e de acontecimentos com eles relacionados.

É impossível separar da memória da cidade de Lisboa a memória de um clube que nela inculcou o seu território e o seu património ao longo de mais de cem anos. Até estabelecer em definitivo na zona de Benfica o seu reduto, houve uma história de saltimbancos que levou o Clube a calcorrear diversas zonas da capital durante meio século. Também as sedes e outros espaços de serviços e recreação percorreram zonas distintas. Depois de Belém, onde o Clube nasceu e disputou os primeiros jogos, vieram Benfica, a Baixa, Sete Rios, Amoreiras, Campo Grande e, novamente, Benfica. Chão Sagrado abarca todo esse roteiro.

Área 18. “E PLURIBUS UNUM” – Cosme Damião

Espaço dedicado, por excelência, a Cosme Damião, mas também a Manuel Gourlade e Félix Bermudes, figuras de grande relevância nos primeiros tempos do Clube.

Jogador, capitão, treinador, dirigente: Cosme Damião foi tudo no Benfica! Verdadeiro sportsman do início do século XX, foi a alma de um Clube que nasceu pobre e cresceu à custa do sacrifício de muitos homens para quem o sonho comandava a vida. Foi esse sonho que uniu nomes como o seu, o de Félix Bermudes e o de Manuel Gourlade, entre outros, em torno da ideia de fazer do Benfica o maior clube português. Uma homenagem ao homem e ao desportista que melhor personifica o ideal “encarnado”, sem esquecer os que, com ele, ergueram essa bandeira.

Área 19. ÁGUIAS-MUNDI – Futebolistas estrangeiros

Até 1979, apenas jogadores portugueses integraram os plantéis do Benfica. No entanto, desde então, muitos foram os jogadores estrangeiros que serviram o Clube. Nesta zona o visitante poderá ficar a conhecê-los.

Até 1979, jamais se poderia imaginar este espaço no Museu do Benfica. Até então, ter a águia ao peito era um exclusivo de jogadores portugueses. Tudo mudou com um brasileiro chamado Jorge Gomes que, nesse ano das Bodas de Diamante, envergou o “manto”. Depois dele, vieram suecos, dinamarqueses e outros atletas de vários países que perfazem hoje um total de cerca de quarenta nacionalidades. Muitos deles ajudaram a escrever algumas das páginas mais brilhantes da nossa história e conquistaram a eternidade no coração dos benfiquistas. Um tributo às “Águias” de todo o mundo!

Área 20. ÁGUIAS-MORES – Capitães, goleadores, internacionais

Espaço dedicado aos jogadores que, ao serviço do Clube, se destacaram como goleadores, capitães e internacionais pelos seus países de origem.

Envergar a braçadeira, ser rei dos golos ou representar a Seleção Nacional são honras maiores que preenchem os sonhos de qualquer futebolista. Os capitães Mário Coluna, Humberto Coelho e António Veloso; os goleadores Eusébio, José Águas e Nené; os internacionais Rui Costa, Simão Sabrosa e João Pinto: todos senhores de um destino maior! Líderes máximos em cada uma das categorias. De que forma se constituíram, no seio dos adeptos, referências únicas? As estórias, os números, as imagens e um conjunto de objetos ímpares que documentam a vida e a carreira dos Águias-mores.

Área 21. O MEU ONZE – A equipa de sempre

Nesta zona, através de uma plataforma interativa, o visitante é convidado a criar a sua equipa ideal, dentro do leque total de jogadores que já serviram o Clube.

Que Benfica teríamos com Vítor Silva, Eusébio e Chalana no mesmo onze? Que figura faríamos com nomes famosos no meio de outros menos sonantes, mas que povoam o imaginário mais burlesco dos benfiquistas: o Mendes “Pé Canhão”, o Barros “Barbudo”, o “Folha das Cambalhotas”... Em O Meu Onze, todos jogam! No “plantel intemporal” aguardam por nós os nossos ídolos. A convocatória está na nossa mão. E a nossa escolha produz efeito automático num ranking de onde deriva o “onze de sempre”. Feito a pensar no treinador que existe em cada um de nós...

Área 22. DE ÁGUIA AO PEITO – Álbum de jogadores

Aqui, através de uma enciclopédia digital, o visitante poderá conhecer todos os futebolistas que representaram o Clube.

Desde o dia em que se fundou o Clube e desde o primeiro treino, que teve a participação de dez jogadores, vestiram a camisola da equipa principal mais de mil futebolistas! Encabeçados por Nené, o mais passeado de águia ao peito, juntam-se num mesmo “livro” todos os atletas que representaram o Benfica. As épocas em que jogaram, os encontros que fizeram, os golos que marcaram. Dos mais célebres aos mais desconhecidos. Um tributo a todos os que contribuíram para fazer do “Glorioso” um símbolo de força, crença e união. À imagem da sua divisa!

Área 23. INESQUECÍVEIS – As estrelas de futebol benfiquista

Através de um mecanismo rotativo, o visitante pode ficar a conhecer os grandes jogadores do Clube.

Este é o lugar para conviver com os grandes craques de sempre do futebol benfiquista: o Vítor Silva dos anos 30, o Rogério dos anos 40, o Águas dos anos 50 e muitos outros que fizeram a história de um “Passeio da Fama” inigualável! São heróis que não pertencem só ao Benfica. São lendas do futebol português, que, no seu tempo, deixaram, aquém e além-fronteiras, um rasto de magia inapagável. Uma jornada imperdível pelo mundo das “estrelas” e o seu esplendor. Uma homenagem aos poetas da bola.

Área 24. O “PANTERA NEGRA” E OUTRAS LENDAS – Eusébio

Esta área temática é dedicada a Eusébio, o “Pantera Negra”, e a outras lendas do futebol que marcaram a história do Clube. Para além de objetos, o visitante pode ver e ouvir Eusébio e outras figuras do desporto-rei, através de um holograma.

“Na era de Eusébio, Eusébio é que era!” – assim descreveu o histórico jornalista Carlos Pinhão o impacto do “Rei” no futebol do seu tempo. Mágico, mítico, sensacional! Um atleta que deu ao Benfica e ao desporto português uma notabilidade irrepetível. Num espaço que lhe é especialmente dedicado, o genial “Pantera Negra” e outras lendas levantam o véu da memória. O espetador nunca esteve tão perto. Um cara a cara com o melhor jogador português de todos os tempos e outros rostos que inscreveram os seus nomes no livro de ouro do futebol mundial.

Área 25. MESTRES DA BOLA – Os treinadores

Até hoje, pelo futebol benfiquista já passaram 48 treinadores: 23 portugueses e 25 estrangeiros. São essas figuras que preenchem esta área temática.

Quando chegou ao Benfica, em 1979, para reocupar o cargo de mister, o categorizado Mário Wilson proferiu uma frase que ficou célebre: “Um treinador no Benfica arrisca-se a ser campeão”. Desde o pioneiro Manuel Gourlade, passaram pelo Clube, ao longo do tempo, várias dezenas de técnicos, tendo grande parte cumprido a sina identificada pelo “Grande Capitão”. Dos Campeonatos de Lisboa ganhos por Cosme Damião, passando pelos Europeus de Béla Guttmann, aos Nacionais de Jimmy Hagan, o património benfiquista muito deve aos “mestres da bola” que, durante mais de um século, teimosamente se arriscaram a vencer!

Área 26. BENFICA UNIVERSAL – Digressões e popularidade

Área dedicada à expansão do nome do Clube pelo mundo, representada pelo número de sócios, por imagens das Casas e Filiais do Benfica, pelos locais onde o futebol benfiquista passou e por objetos provenientes dos cinco continentes. É também representada a sua popularidade, através de três majestosos troféus atribuídos ao Clube por votação pública.

Depois da primeira saída ao estrangeiro (Corunha, Espanha) em 1912, o Benfica nunca mais parou. Foi o início de uma epopeia pelo mundo, com passagens por dezenas de países e todos os continentes, sempre em nome de Portugal. Documenta essa epopeia uma coleção de memórias ímpares que retrata um clube cativante, um clube que foi granjeando, através dos seus feitos e da paixão e força congregadoras da sua massa adepta, um carisma único. Campeão crónico da popularidade, vê honrado esse título em várias frentes. Exemplares nesse contexto, as monumentais taças Ramos Pinto, Simpatia e Época exibem-se aqui.

Área 27. HONRAS MAIORES – Distinções honoríficas

Neste espaço, estão expostos os símbolos do reconhecimento público do Clube: 11 distinções honoríficas atribuídas pelo seu empenho na valorização e expansão do desporto, pelos serviços prestados em atos de benemerência e solidariedade e pela sua ação como embaixador de Portugal.

Desde o grau de Comendador da Ordem Militar de Cristo, atribuído em 1932 e que distinguiu os altos serviços prestados pelo Clube ao desporto português, o Benfica foi agraciado uma dezena de vezes com distinções honoríficas. O seu empenho na valorização e expansão da cultura física, a sua obra educativa, o contributo para o estreitamento das relações entre os povos, os serviços prestados em atos de benemerência e de solidariedade, os feitos que honraram o país no estrangeiro e o contributo geral prestado à causa do desporto foram, ao longo de décadas, motivo de reconhecimento público. Para admirar, conhecer e sentir orgulho.

Área 28. HOMENS DO LEME – Os presidentes

Pela Direção do Clube, ao longo da sua história centenária, passaram 33 presidentes. Esta área é-lhes dedicada.

A condução dos destinos do Benfica é, desde sempre, acompanhada com especial atenção na sociedade portuguesa. As eleições para a presidência do Clube mexem com o país, tornando-se facilmente acontecimentos nacionais, tal como muito facilmente se tornam figuras nacionais os seus presidentes. Foi sempre motivo de orgulho de todos os benfiquistas o Clube ser dirigido pelos seus sócios (a partir de 1964, dez anos antes de a democracia ter regressado a Portugal, as eleições com mais de uma lista passaram a ser habituais no Benfica). Toda a memória dos que guiaram ao futuro o “barco encarnado”.